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Fiberglass Tanks: A Comprehensive Guide for the Industry

The tanques de fibra de vidro ganharam espaço em diferentes operações industriais por reunirem características importantes, como resistência à corrosão, baixo peso estrutural, flexibilidade de projeto e possibilidade de fabricação em grandes dimensões.

Essa combinação é especialmente relevante para indústrias que precisam armazenar água, efluentes, soluções de processo ou produtos químicos compatíveis com o material. Em muitos desses ambientes, a corrosão de estruturas metálicas pode gerar custos elevados com pintura, revestimentos, inspeções, reparos e interrupções da operação.

Entretanto, o desempenho de um tanque em fibra de vidro não depende apenas da aparência externa ou da espessura de sua parede. É resultado da combinação entre projeto, sistema de resina, barreira química, orientação das fibras, processo de fabricação, cura, instalação e condições reais de operação.

O que são tanques de fibra de vidro?

Tanques de fibra de vidro são reservatórios construídos com um material compósito formado pela combinação entre fibras de vidro e uma matriz de resina. No Brasil, esse material é conhecido como PRFV — plástico reforçado com fibra de vidro. Internacionalmente, é comum encontrar a sigla GFRP.

Em um material compósito, cada componente possui uma função. As fibras contribuem principalmente para o desempenho mecânico, enquanto a resina envolve, protege e mantém essas fibras na posição definida pelo projeto.

Essa união permite desenvolver estruturas que combinam leveza, resistência mecânica e compatibilidade com diferentes ambientes industriais. Contudo, o desempenho final depende da especificação correta dos materiais e do processo usado na fabricação.

Fibra de vidro e PRFV são a mesma coisa?

Não exatamente. A fibra de vidro é o elemento de reforço. O PRFV é o material completo, formado pela fibra combinada com a resina e, dependendo da aplicação, com véus, mantas, tecidos e outros componentes.

Por isso, afirmar apenas que “a fibra de vidro é resistente a produtos químicos” é uma simplificação. Na prática, a resistência química do tanque está fortemente relacionada ao sistema de resina, à barreira interna, à cura e às condições de utilização.

Como é formada a parede de um tanque PRFV?

A construção pode variar conforme o projeto, mas um tanque industrial normalmente possui regiões com funções diferentes.

A camada mais próxima do fluido pode atuar como superfície interna de contato. Em seguida, pode existir uma barreira química destinada a proteger a parte estrutural contra o meio armazenado.

A região estrutural é responsável por suportar esforços como peso do líquido, cargas circunferenciais, vento, agitação, pressão ou vácuo, quando previstos no projeto. Por fim, a superfície externa pode receber acabamento e proteção compatíveis com o ambiente de instalação.

De maneira simplificada, a parede pode conter:

  1. Liner ou superfície interna;
  2. Barreira química;
  3. Camadas de transição;
  4. Camadas estruturais;
  5. Acabamento externo;
  6. Proteção ambiental adicional, quando necessária.

Destaque: um tanque em PRFV não é uma peça homogênea. Suas camadas podem desempenhar funções químicas, mecânicas e de proteção diferentes.

Quais formatos podem ser fabricados?

A flexibilidade dos materiais compósitos permite produzir diferentes configurações, como:

  • Tanques verticais;
  • Tanques horizontais;
  • Reservatórios apoiados;
  • Tanques com fundo plano;
  • Tanques com fundo cônico;
  • Tanques de processo;
  • Reservatórios de grande capacidade;
  • Estruturas cilíndricas especiais;
  • Tanques produzidos diretamente no local da instalação.

A geometria não deve ser escolhida apenas pela preferência do comprador. O projeto precisa considerar capacidade, substância armazenada, densidade do líquido, temperatura, base de apoio, bocais, agitação, pressão, vácuo e carregamentos externos.

Por que os tanques de fibra de vidro apresentam resistência química?

A resistência química é uma das características mais associadas aos tanques em PRFV. Porém, ela não significa que qualquer composição de fibra e resina possa ser usada com qualquer substância.

O desempenho depende da compatibilidade entre o produto armazenado e o sistema utilizado no tanque. Concentração, temperatura, tempo de contato e condições operacionais podem alterar significativamente o comportamento do material.

Qual é a função da resina?

A resina forma a matriz do compósito. Ela mantém as fibras organizadas, transfere esforços entre elas e cria uma barreira de proteção contra o ambiente.

Entre os sistemas encontrados no mercado estão resinas poliéster e viniléster, além de formulações selecionadas para aplicações específicas. A escolha deve ser baseada em informações técnicas e em dados de compatibilidade.

Uma mesma substância pode exigir soluções diferentes quando sua concentração ou temperatura muda. Por isso, a seleção não deve ser feita apenas pelo nome comercial do produto armazenado.

O que é a barreira química?

A barreira química é a região interna desenvolvida para resistir ao contato com o fluido e reduzir sua interação com a camada estrutural.

Seu desempenho depende de fatores como materiais empregados, espessura, uniformidade, cura, acabamento superficial e qualidade de fabricação. Falhas nessa região podem comprometer o tanque mesmo quando a parte estrutural parece adequada.

A barreira precisa ser integrada ao restante da estrutura. Não basta aplicar um revestimento interno sem considerar sua aderência, sua compatibilidade com a resina estrutural e as condições de trabalho.

Tanques PRFV resistem a qualquer produto químico?

Não. Tanques PRFV não resistem automaticamente a qualquer produto químico. A compatibilidade deve considerar a substância, a concentração, a temperatura, a pressão, o tempo de exposição, o sistema de resina e a construção da barreira interna.

Esse cuidado evita dois erros comuns: escolher um material inadequado para o serviço ou especificar uma solução excessivamente complexa e cara para uma aplicação simples.

Informações necessárias para avaliar a compatibilidade

FatorPor que precisa ser analisado
Substância armazenadaDetermina o tipo de resistência química necessária
ConcentraçãoPode alterar a intensidade da interação química
TemperaturaInfluencia o comportamento e a durabilidade da resina
DensidadeAfeta as cargas hidrostáticas sobre o tanque
Pressão ou vácuoGera esforços estruturais específicos
AgitaçãoPode produzir cargas dinâmicas e vibrações
Tempo de exposiçãoDiferencia contatos temporários de serviço contínuo
Ambiente externoVento, sol, umidade e atmosfera industrial afetam o projeto
Vida útil esperadaOrienta materiais, espessuras e plano de inspeção
Norma aplicávelDefine requisitos técnicos e documentais do projeto

A escolha do PRFV deve ser feita a partir das condições completas de operação, e não apenas do volume do tanque.

Durabilidade, manutenção e eficiência industrial

A durabilidade de um tanque de fibra de vidro está diretamente ligada à qualidade do projeto e da fabricação. Quando o material é compatível com a aplicação e o equipamento é operado dentro das condições previstas, o PRFV pode reduzir problemas associados à corrosão de materiais ferrosos.

Isso não significa ausência total de inspeção ou manutenção. Como qualquer equipamento industrial, o tanque precisa ser acompanhado durante sua vida operacional.

Por que o PRFV não enferruja como o aço?

A ferrugem é um processo associado à oxidação de materiais ferrosos. Como o PRFV não é um material metálico ferroso, ele não sofre esse mesmo mecanismo.

Entretanto, pode apresentar outros tipos de degradação quando exposto a substâncias incompatíveis, temperaturas excessivas, radiação, impactos, esforços não previstos ou falhas na fabricação.

A afirmação mais precisa, portanto, é que o PRFV apresenta resistência à corrosão em aplicações para as quais foi corretamente especificado, e não que seja indestrutível.

O que determina a vida útil de um tanque?

Não existe uma vida útil única aplicável a todos os tanques. A durabilidade depende de um conjunto de variáveis:

  • Compatibilidade química;
  • Temperatura de operação;
  • Projeto estrutural;
  • Seleção da resina;
  • Qualidade das fibras;
  • Espessura das camadas;
  • Processo de fabricação;
  • Grau de cura;
  • Fundação e apoio;
  • Instalação;
  • Exposição ambiental;
  • Inspeção periódica;
  • Manutenção preventiva;
  • Respeito às condições de projeto.

Uma alteração aparentemente simples no processo, como aumentar a temperatura ou mudar a concentração da substância, pode exigir uma nova avaliação de engenharia.

Como o baixo peso melhora a eficiência?

Comparado a muitas soluções metálicas equivalentes, o PRFV pode apresentar menor peso estrutural. Isso tende a facilitar transporte, movimentação, içamento e instalação.

Em determinados projetos, a redução de peso também pode diminuir os esforços sobre bases, estruturas auxiliares e equipamentos de movimentação. O impacto real precisa ser avaliado conforme as dimensões e o local de instalação.

Para o fabricante, a leveza pode simplificar determinadas etapas produtivas. Para o cliente final, pode reduzir a complexidade logística, sobretudo quando o tanque é fabricado próximo ao local de utilização.

Como avaliar o custo total de propriedade?

O preço de compra não representa todo o custo do equipamento. Uma análise mais completa deve considerar:

  • Projeto e fabricação;
  • Transporte;
  • Içamento;
  • Instalação;
  • Fundação;
  • Proteções anticorrosivas;
  • Inspeções;
  • Limpeza;
  • Manutenção;
  • Reparos;
  • Paradas operacionais;
  • Substituição;
  • Descarte ao fim da vida útil.

Destaque: o equipamento mais barato na aquisição não é necessariamente o mais econômico ao longo da operação.

Tanques de fibra de vidro, aço, inox ou polietileno?

Não existe um material universalmente superior para todos os projetos. PRFV, aço carbono, aço inoxidável e materiais termoplásticos possuem vantagens e limitações.

A seleção deve ser baseada em compatibilidade química, temperatura, pressão, dimensões, normas, vida útil desejada e capacidade de manutenção.

CritérioPRFVAço carbonoAço inoxidávelPolietileno
Corrosion resistanceElevada quando corretamente especificadoPode depender de pintura ou revestimentoVaria conforme liga e substânciaBoa em aplicações compatíveis
Peso estruturalRelativamente baixoElevadoElevadoBaixo
PersonalizaçãoAltaAltaAltaMais dependente do processo produtivo
Grandes diâmetrosPossíveis com processo adequadoPossíveisPossíveis, geralmente com custo maiorLimitados em determinados processos
Proteção anticorrosivaNão utiliza pintura metálica convencionalFrequentemente necessáriaDepende do serviçoNormalmente não necessária
Temperatura de serviçoDepende da resinaPode atender temperaturas elevadasPode atender temperaturas elevadasMais limitada em diversas aplicações
ReparabilidadePossível por procedimento especializadoPossível por soldagem e outros métodosPossível por métodos especializadosDepende do material e da técnica
Complexidade logísticaPode ser reduzida pelo baixo peso ou fabricação localPode ser elevada em grandes dimensõesPode ser elevada em grandes dimensõesVaria conforme o tamanho

Quando o PRFV pode ser vantajoso?

O material pode ser uma alternativa interessante quando a operação apresenta:

  • Ambiente corrosivo;
  • Produto compatível com a resina;
  • Necessidade de baixo peso;
  • Geometria personalizada;
  • Grande diâmetro;
  • Exigência de menor manutenção anticorrosiva;
  • Restrição de transporte do tanque pronto;
  • Necessidade de integrar barreira química e estrutura.

Quando outro material pode ser mais adequado?

Outro material pode ser preferível quando há:

  • Temperatura incompatível com o sistema de resina;
  • Pressão ou vácuo fora da capacidade do projeto;
  • Substância sem compatibilidade comprovada;
  • Norma específica exigindo outra solução;
  • Risco de impacto não contemplado;
  • Condições de operação desconhecidas;
  • Ausência de suporte para inspeção do compósito.

A escolha deve ser técnica. Comparações comerciais simplificadas podem ocultar requisitos importantes de segurança e durabilidade.

Onde os tanques industriais em PRFV são utilizados?

Os tanques de fibra de vidro podem ser encontrados em diferentes segmentos. O tipo de aplicação varia conforme o projeto e o sistema de resina escolhido.

Chemical industry

Nesse setor, os tanques podem ser utilizados para armazenar soluções compatíveis, preparar misturas, apoiar processos de neutralização e integrar sistemas de lavagem ou tratamento.

A resistência química é importante, mas deve ser verificada para cada substância e condição operacional.

Saneamento e tratamento de efluentes

Estações de tratamento podem utilizar reservatórios em PRFV para água, soluções de processo, produtos empregados no tratamento e determinadas etapas de armazenamento ou neutralização.

A leveza e a possibilidade de fabricar estruturas de grande capacidade tornam o material relevante para projetos novos e ampliações.

Mineração e fertilizantes

Operações de mineração e produção de fertilizantes lidam com ambientes agressivos, umidade, soluções químicas e processos contínuos.

Nesses casos, o PRFV pode ser considerado para reagentes, água de processo, soluções compatíveis e outras etapas nas quais a resistência química seja necessária.

Papel e celulose

A indústria de papel e celulose possui processos com água, produtos químicos e ambientes úmidos. Tanques e outros equipamentos em compósitos podem ser empregados quando há compatibilidade com o fluido e com a temperatura.

Agroindústria

Aplicações incluem água, soluções de lavagem, fertilizantes líquidos compatíveis, efluentes e outros produtos usados no processamento.

A especificação precisa levar em conta a possibilidade de variação de concentração e de composição ao longo da operação.

Infraestrutura e grandes projetos

Projetos de grande escala podem exigir reservatórios que não são facilmente transportados pelas rodovias convencionais.

Nesses casos, a produção modular ou diretamente no local pode reduzir dificuldades logísticas e permitir dimensões que seriam impraticáveis para um tanque transportado pronto.

Como funciona a fabricação por filament winding?

Filament winding, ou enrolamento filamentar, é um processo no qual fibras contínuas são depositadas de maneira controlada sobre um mandril. As fibras geralmente passam por um sistema de impregnação com resina antes ou durante o enrolamento.

O movimento entre mandril e carro depositor define a trajetória das fibras. Essa trajetória é programada para formar camadas com ângulos e padrões adequados à estrutura.

A Korthfiber apresenta o filament winding como um processo voltado a estruturas circulares, incluindo tanques, tubos, postes e vasos de pressão.

Principais etapas do processo

De maneira geral, a produção pode envolver:

  1. Preparação do mandril;
  2. Construção da região interna;
  3. Formação da barreira química;
  4. Alimentação dos fios de fibra;
  5. Controle de tensão;
  6. Impregnação com resina;
  7. Enrolamento conforme o programa;
  8. Formação das camadas estruturais;
  9. Cura do compósito;
  10. Liberação ou remoção do mandril;
  11. Instalação de bocais e acessórios;
  12. Acabamento;
  13. Inspeção e testes.

As etapas exatas variam de acordo com o produto, o equipamento, a resina e o método adotado pelo fabricante.

Por que o ângulo das fibras é importante?

As fibras apresentam maior eficiência quando orientadas de acordo com as cargas que a estrutura deverá suportar.

Em um tanque, podem existir esforços circunferenciais, longitudinais e localizados. A distribuição das fibras precisa responder ao peso do líquido, à geometria, aos bocais, à agitação e a outras cargas previstas.

Um padrão de enrolamento inadequado pode usar muita matéria-prima em regiões de baixa solicitação e, ao mesmo tempo, criar pontos fracos onde a resistência é realmente necessária.

O que o controle de tensão influencia?

A tensão dos fios afeta o assentamento das fibras, a compactação das camadas e a estabilidade do processo.

Tensão irregular pode causar desalinhamento, ondulação, distribuição inconsistente e variações na geometria da peça. Por isso, máquinas industriais precisam manter parâmetros estáveis durante o ciclo.

Qual é a importância da relação entre fibra e resina?

A resina é essencial para envolver e proteger as fibras, mas seu excesso não significa necessariamente maior resistência. Da mesma forma, pouca resina pode gerar impregnação insuficiente e defeitos.

O processo deve buscar uma distribuição adequada e repetível, conforme a especificação do produto.

Como o CNC contribui para a fabricação?

O controle CNC permite coordenar movimentos, velocidades, trajetórias e eixos da máquina.

Entre os benefícios potenciais estão:

  • Repetibilidade entre peças;
  • Controle do padrão de enrolamento;
  • Ajuste dos ângulos;
  • Redução de variações manuais;
  • Padronização do ciclo;
  • Maior controle de velocidade;
  • Possibilidade de produzir geometrias programadas;
  • Escalabilidade da operação.

A automação não elimina a necessidade de conhecimento técnico. Projeto, programação, materiais, preparação, cura e inspeção continuam sendo fundamentais.

Comentário de link interno: inserir aqui o artigo “Filament Winding: Como Funciona a Tecnologia Utilizada na Fabricação de Tanques e Tubos em Fibra de Vidro”.

Tecnologia Korthfiber para fabricação de tanques

A Korthfiber desenvolve equipamentos de filament winding e pultrusão para empresas que desejam produzir peças em materiais compósitos. No segmento de tanques, a seleção da máquina depende principalmente das dimensões, da geometria, da capacidade produtiva e do tipo de produto desejado.

Isso significa que a Korthfiber atua como fornecedora da tecnologia produtiva. A responsabilidade pelo projeto do tanque, pela seleção dos materiais, pela fabricação e pela conformidade do produto final depende da organização que utilizará o equipamento e dos profissionais envolvidos.

BRUTTUS para grandes tanques e tubos

A BRUTTUS foi desenvolvida para a fabricação de tanques e tubos de grandes dimensões.

Segundo as especificações publicadas pela Korthfiber, a máquina pode trabalhar com peças de até 5.000 mm de diâmetro e 15.000 mm de comprimento, com velocidade indicada de até 90 m/min. A solução pode receber configurações de dois a quatro eixos e controle CNC ASPCOD ou CADFIL.

A estrutura modular permite adequar o equipamento à necessidade produtiva. O controle local ou remoto possibilita ajustes durante o processo, enquanto a interface CNC auxilia na repetibilidade das trajetórias.

A BRUTTUS é especialmente relevante para fabricantes que pretendem produzir:

  • Tanques industriais;
  • Tubos de grande diâmetro;
  • Reservatórios para saneamento;
  • Estruturas cilíndricas;
  • Peças para a indústria química;
  • Produtos destinados ao armazenamento industrial.

BRUTTUS Vertical para mega tanques

A BRUTTUS Vertical atende um dos maiores desafios do setor: fabricar tanques cujo transporte completo seria caro, complexo ou inviável.

A solução foi projetada para produção diretamente no local do projeto. Sua estrutura modular pode ser transportada e montada próximo à instalação final do tanque.

A Korthfiber informa capacidade de produção de tanques de até 18 metros de diâmetro e velocidade indicada de até 90 m/min. O equipamento utiliza processo vertical, controle CNC e operação local ou remota.

A produção in loco pode reduzir:

  • Necessidade de transportar estruturas gigantes;
  • Restrições de rota;
  • Operações especiais de movimentação;
  • Complexidade logística;
  • Risco de danos durante o transporte;
  • Dependência de fabricar o tanque em uma unidade distante.

Destaque: a principal vantagem do sistema vertical não é apenas produzir um tanque maior. É permitir uma estratégia de fabricação diferente, próxima ao local em que a estrutura será instalada.

As dimensões devem ser confirmadas na etapa comercial, pois configurações, acessórios e requisitos do projeto podem alterar a solução indicada.

Como planejar uma linha de produção de tanques PRFV?

Comprar a máquina é apenas uma parte da implantação. Uma operação industrial de tanques precisa integrar mercado, engenharia, materiais, equipamentos, pessoas, infraestrutura e controle de qualidade.

Defina os produtos que serão fabricados

Antes de selecionar o equipamento, a empresa precisa responder:

  • Quais diâmetros serão produzidos?
  • Qual será o comprimento ou a altura das peças?
  • Quais capacidades serão oferecidas?
  • Os tanques serão padronizados ou sob encomenda?
  • Quais setores serão atendidos?
  • Haverá produção atmosférica, pressurizada ou especial?
  • Quantas peças deverão ser fabricadas por mês?

Essas respostas influenciam o mandril, a área útil, o número de eixos, a automação, o layout e os equipamentos periféricos.

Analise o mercado antes de dimensionar a fábrica

Uma linha superdimensionada pode permanecer ociosa. Uma linha pequena demais pode limitar contratos e gerar atrasos.

O estudo comercial deve considerar:

  • Demanda regional;
  • Concorrência;
  • Segmentos industriais;
  • Tamanhos mais procurados;
  • Projetos de saneamento;
  • Custos logísticos;
  • Serviços de instalação;
  • Manutenção;
  • Possibilidade de exportação;
  • Produtos complementares.

Planeje a infraestrutura

A fábrica precisa de espaço para receber matérias-primas, movimentar mandris, fabricar as peças, realizar cura, acabamento e inspeção.

Também devem ser avaliados:

  • Ventilação industrial;
  • Controle de emissões;
  • Armazenamento seguro de materiais;
  • Energia elétrica;
  • Área de acabamento;
  • Movimentação de peças;
  • Pontes rolantes ou outros sistemas;
  • Proteção contra incêndio;
  • Equipamentos de proteção;
  • Treinamento;
  • Procedimentos de emergência.

O treinamento precisa abranger tanto o funcionamento do equipamento quanto as características dos materiais compósitos.

Projeto, inspeção e controle de qualidade

Tanques industriais precisam ser tratados como equipamentos de engenharia, e não apenas como recipientes de armazenamento.

O projeto deve considerar cargas, substâncias, temperatura, ambiente, geometria, apoio, bocais e vida útil esperada.

Informações mínimas para o projeto

Um levantamento inicial deve incluir:

  1. Produto armazenado;
  2. Composição e concentração;
  3. Temperatura mínima e máxima;
  4. Densidade;
  5. Pressão;
  6. Vácuo;
  7. Volume;
  8. Geometria;
  9. Ambiente de instalação;
  10. Vento;
  11. Agitação;
  12. Bocais e acessórios;
  13. Tipo de apoio;
  14. Fundação;
  15. Condições de transporte;
  16. Norma técnica aplicável.

Normas técnicas aplicáveis

A norma ASTM D3299-26 é uma referência para tanques resistentes à corrosão fabricados em resinas termofixas reforçadas com fibra de vidro.

Seu escopo inclui tanques cilíndricos verticais acima do solo, produzidos por filament winding ou moldagem de contato, destinados a determinadas substâncias agressivas em pressão atmosférica. A norma também ressalta que condições de pressão, vácuo, temperatura e carregamentos especiais exigem considerações adicionais.

A conformidade com uma norma não é consequência automática da compra de uma máquina. Ela depende de:

  • Projeto;
  • Materiais;
  • Processo;
  • Qualificação da equipe;
  • Inspeção;
  • Testes;
  • Registros;
  • Rastreabilidade;
  • Documentação final.

Inspeções relevantes

O plano de qualidade pode incluir:

  • Inspeção visual;
  • Verificação dimensional;
  • Avaliação da superfície interna;
  • Controle de espessura;
  • Inspeção de bocais;
  • Avaliação da cura;
  • Teste de estanqueidade;
  • Registro dos materiais;
  • Registro dos parâmetros da máquina;
  • Rastreabilidade do lote;
  • Inspeção antes da expedição;
  • Inspeções periódicas em serviço.

A escolha dos métodos deve ser compatível com o projeto, a norma, o nível de risco e a finalidade do tanque.

Como escolher a tecnologia adequada para fabricar tanques?

A tecnologia adequada é aquela que atende às dimensões, ao volume de produção e aos requisitos técnicos do produto.

Para tanques menores e peças cilíndricas variadas, uma solução compacta pode ser suficiente. Para estruturas de grande diâmetro, é necessário considerar capacidade do mandril, rigidez da máquina, movimentação, espaço e velocidade.

Quando o tanque é grande demais para ser transportado, a produção vertical diretamente no local pode ser a alternativa mais viável.

Antes da decisão, recomenda-se analisar:

  • Produto final;
  • Diâmetro;
  • Comprimento ou altura;
  • Massa do mandril;
  • Número de peças;
  • Tempo de ciclo;
  • Número de eixos;
  • Sistema CNC;
  • Quantidade de fios;
  • Controle de tensão;
  • Aplicação de resina;
  • Layout;
  • Possibilidade de expansão.

A escolha da máquina deve partir do produto e da capacidade desejada. A equipe técnica da Korthfiber pode avaliar dimensões, processo, automação e configuração para estruturar uma solução compatível com o projeto.

Tanques de fibra de vidro e o futuro da produção industrial

The tanques de fibra de vidro podem oferecer uma combinação relevante de resistência química, baixo peso, flexibilidade dimensional e menor dependência de proteção anticorrosiva metálica.

Esses benefícios, entretanto, não existem de forma isolada. O resultado depende da compatibilidade química, da seleção da resina, da construção da barreira interna, do dimensionamento estrutural, da orientação das fibras e do controle durante a fabricação.

O filament winding acrescenta repetibilidade, controle de trajetória e capacidade de produzir estruturas cilíndricas em diferentes escalas. Com uma linha bem planejada, o fabricante pode atender desde pequenos tanques técnicos até reservatórios de grandes dimensões.

A Korthfiber atua nesse ponto da cadeia: desenvolvendo máquinas e soluções para empresas que desejam fabricar tanques, tubos, postes, vasos de pressão e outras estruturas em compósitos. Seu portfólio abrange equipamentos compactos, máquinas para grandes peças horizontais e sistemas verticais para mega tanques produzidos no local.

Mais do que adquirir uma máquina, implantar uma operação de PRFV significa integrar engenharia, materiais, automação, infraestrutura, qualidade e estratégia comercial.

Para iniciar ou ampliar uma linha de fabricação de tanques em PRFV, fale com a equipe da Korthfiber e apresente as dimensões, os produtos e a capacidade desejada para o projeto.

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